Uma carta da Marina de 21 anos

Já faz um tempo que eu vi uma blogagem coletiva do pessoal do Rotaroots onde eles escreviam uma carta para o seu eu de 10 anos atrás. Isso me lembrou do email que eu recebi no dia 1º de janeiro de 2013: Uma carta do meu eu de 21 anos, em 30 de maio de 2011! Parece coisa de filme americano, onde as crianças colocam uma caixa de sapatos cheia de lembranças em algum buraco no quintal, né? É mais ou menos isso…

De boa na lagoa curtindo a cama da mamãe

As cartas dessa época são impublicáveis de tão vergonhosas 😛

É engraçado ver como algumas coisas continuam exatamente iguais. Eu não sei direito o que eu quero da minha vida , continuo namorando (na época eu estava prestes a completar 4 anos e 5 meses de namoro, hoje vou pros 7 anos e meio!), continuo… bem, gorda #fail, não consegui deixar meu cabelo crescer… Em contrapartida, as coisas que mudaram estão muito diferentes! Naquela época, recém saída da faculdade de engenharia, eu odiava com cada célula do meu corpo aquela profissão. Foi uma época meio que de derrota, sabe? Morei por um ano na casa dos meus pais, fazia um cursinho pra concurso público que eu detestava, pensava em fazer faculdade de direito só pra passar em concurso… Eu definitivamente não estava feliz.

Outra coisa que mudou muito foram as amizades! Sinto um alívio enorme de perceber que todas elas mudaram por puro afastamento e não por brigas. Amizades vem e vão, mas mesmo longe, tenho certeza das que são verdadeiras (só falta correr um pouco atrás pra não ter o estranhamento da volta).  Aliás, junto com as amizades que se afastaram, eu parei de jogar pump!  Meu condicionamento físico chora com isso, mas infelizmente ficou muito caro pra jogar, e era na pump que eu via a maior parte das pessoas do meu convívio 😦

Lendo esse email, eu percebi que eu cresci muito, corri atrás do que eu queria e estou muito mais feliz agora 🙂 Tenho 24 anos, não fiz tudo o que eu queria da vida, acabei de aprender a dirigir, não faço ideia de como jogar truco, não trabalho e tenho muito o que aprender ainda! Em alguns momentos da vida você acha que nada dá certo, mas quando você olha pra trás é que percebe o quanto cresceu, seja no pessoal ou no profissional. Obrigada por mandar esse email pra mim, Marina do passado! ❤

PS: Preciso dizer que morri de rir com a última pergunta que eu fiz no email: “Será que eu comprei roupas novas? :S

Dia dos namorados

Depois de alguns anos de namoro, chega uma hora em que você já não pensa mais tanto em presentes e jantares. O dia dos namorados, pra mim, é um dia normal. Não porque eu sou uma chata que só sabe reclamar de quão comercial é essa data que só serve pra gastar dinheiro, mas sim porque todo dia tem que ser dia dos namorados! Uma vez postei uma foto no facebook em que a legenda era “7 anos de namoro e ainda me sinto no primeiro ano”, e minha realidade é realmente essa 🙂

É legal ter um dia especial pros namorados e eu sempre dou feliz dia dos namorados pro meu, mas o mais importante de tudo é saber manter essa constância ao longo do ano. Uma frase boba, um agrado, uma saída especial por mês (porque né $$)… Um relacionamento é construído ao longo do tempo e, como tudo que pode um dia acabar, precisa de manutenção. Dilua aquela atenção especial de um dia ao longo do ano, se apaixonar novamente todos os dias é muito bom!

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Te amo até fazendo careta ❤

 

Sobre amizade, reciprocidade e consideração

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Eu não sou uma pessoa de muitos amigos. Colegas? Tenho vários. Amigos? Poucos, mas bons. Amizade pra mim é coisa séria, mesmo que eu não demonstre. O que é amizade pra você? Conversar, dar risada, emprestar dinheiro, contar fofocas, andar de braço junto na hora do recreio e combinar de ir ao shopping qualquer dia desses…? Isso tudo é a parte boa da amizade, mas um amigo é mais: Amigo – pra mim – é aquela pessoa que eu sei que posso contar meus problemas. Amigo é aquela pessoa que, mesmo que não me dê uma solução, vai me dar um apoio. Amizade tem que ser recíproca, tem que ter respeito, tem que ter consideração.

Infelizmente, não é assim que todo mundo pensa. Tem os maldosos que só se juntam com você por interesse, que não acrescentam nada na sua vida e só envenenam sua relação com outras pessoas. Tem aquele pessoal que você confia pra caramba mas, de repente (e não mais do que de repente) fazem *puf* e somem da sua vida, surgindo depois como se nada tivesse acontecido. E tem também a categoria mais estranha de todas: as pessoas que são amigas mas que não querem sua ajuda de maneira alguma. Nunca tinha visto isso, mas além de existir o pessoal que é amigo só nas horas boas, também tem quem queira amigos só pras horas boas. Você e sua preocupação? Que se explodam…

 

 

7 anos, um jantar e um bolinho <3

Ontem foi um dia muito especial pra mim e pro meu namorado: Completamos 7 anos juntos! ❤ Óbvio que teve todo aquele ~~ai, mas vocês não vão casar? tão há muito tempo juntos mimimimimi~ mas gente: Casamento demanda tempo, organização e dinheiro. Amor não enche barriga (não de comida, né hehe), não paga as contas, não faz uma casa crescer do chão e não paga sequer as taxas do cartório pra casar, então fué pra vocês e parem de me encher o saco =P

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Bobeirinhas!

Não vou dizer que parece que foi ontem que nós começamos a namorar porque eu sinceramente não lembro de metade das coisas que já aconteceram (hihi), mas é estranho olhar pra trás e pensar que eu comecei a namorar com 16 anos, ainda na escola. Passamos por muita coisa juntos, namoramos a distância, brigamos, viajamos e depois de tudo isso eu só posso dizer que estou pronta pra pelo menos mais 70 anos ao seu lado <333

1545063_818140794870066_312408975_nMudando para a parte gastronômica da coisa, decidimos não sair pra jantar fora e curtir em casa assistindo Simpsons/conversando. O cardápio? Salada caprese [alface americana (pra dar ~volume~), tomates sweet grape, mússarela de búfala e manjericão colhido no quintal de casa], batatas hasselback [temperei com manteiga e cebolinha, ficou INCRÍVEL (e sem essa carinha de barata morta) e eu nunca comi batatas tão bem temperadas na minha vida #prontofalei] e rosbife com molho, que modéstia a parte foi a estrela da noite e eu vou até vou escrever aqui a receita pra eu não esquecer nunca mais (HAHAHAHA).

Rosbife incrível pra eu nunca mais esquecer: Marinar uma peça de lagarto (vinho branco, alho, cebolinha, shoyu, sal e pimenta) por quanto tempo for possível. Tirar a carne da geladeira, deixar em temperatura ambiente, selar de todos os lados e assar por 15~30 minutos no forno (200ºC). Colocar a carne na geladeira, esperar gelar e fatiar bem fino. Coar a marinada, ferver, bater ela com raspas/suco de limão siciliano, tomate seco e azeitonas e colocar por cima da carne.

Depois de embolotar na comida, dividimos um micro-bolinho que eu fiz questão de colocar uma velinha de 7 anos pro nosso namoro ❤

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2007? 2008? Não sei!

Obrigada por fazer minha vida melhor e me ensinar tantas coisas, sem você eu não seria metade do que eu sou hoje (mesmo que isso inclua meu peso também) ❤

Olá 2014

2014, finalmente você chegou! Depois de muita espera, o ciclo de 2013 acabou e você apareceu para dar início a projetos, promessas, dias novos.  As pessoas vivem em eterna contagem, mesmo as que não gostam de contas. Contam dias, horas, semanas, anos, estações, semestres… E mesmo que o tempo seja algo contínuo, mesmo que esses ciclos não tenham uma passagem especial de um para o outro, todos insistem em marcar a passagem deles.

2014 foi um ano muito desejado por mim. Não fiz nenhum projeto especial para esse ano, não me apeguei a grandes metas e, sabiamente, não criei falsas esperanças pra esse ano que começa. Na realidade, tudo o que eu desejei foi sair de 2013. Na virada do ano, durante o dia 1º e até mesmo agora eu me mantenho cética sobre essa história de que dias melhores virão. Não por não ser otimista mas por medo. É, 2013 foi um ano ruim.

Um ano ruim, pra mim, não é aquele em que muitas coisas ruins acontecem. É um ano em que, apesar das coisas boas, as coisas ruins conseguem sempre se sobressair. Foi o que aconteceu comigo. Reencontrei amigos maravilhosos? Sim. Recebi apoio de pessoas incríveis que, independente do horário, me aguentavam reclamando? Sim. Fui cuidada, amada, bem tratada? Sim. Tive a oportunidade de aprender coisas novas, não só na faculdade como na vida? Sim. Tive momentos felizes? Sim! Mas de todos os problemas que tive durante o ano, quase todos não-memoráveis, um único problema conseguiu afundar minha felicidade.  Uma frase é capaz de mudar sua vida. Uma frase de poucas palavras mas que contém nela a dor de muitos anos, o medo infindável de uma promessa ser quebrada, a traição inesperada, o egoísmo de achar que o problema é de uma única pessoa. Tristeza, choro, o medo da depressão estar chegando… Tudo isso resumiria meu último trimestre de 2013.

Não vamos falar nisso. Cética ou não, prefiro pensar como um ser humano normal e achar que 2014 é uma porta aberta para novas oportunidades. Sem promessas, sem metas absurdas, sem lágrimas de tristeza. Seja bem vindo, 2014!

De agora em diante, pés no chão mais do que nunca.

De agora em diante, pés no chão mais do que nunca.